Falta de chuvas atrasa em um mês plantio de soja em Vilhena



O calendário do plantio da soja é regido com base no período chuvoso no país. Este ano as chuvas começaram a cair na região sul de Rondônia e norte do Mato Grosso com um atraso de um mês, logo alguns produtores de soja locais ficaram apreensivos com a falta de chuva e não realizaram o plantio nas épocas costumeiras.
Segundo o pesquisador da Embrapa/Vilhena, Rodrigo Brogin, o normal é que o plantio dure em média dois meses, de outubro a novembro, mas neste ano o período deve se estender. “Este atraso é decorrente das mudanças climáticas, principalmente o fenômeno La Niña, logo ainda teremos produtores plantando em boa parte de dezembro, o que não é comum”, revelou.
A partir da segunda quinzena de novembro os agricultores retomaram os plantios do grão quando, de acordo com Brogin, as chuvas se tornaram mais continuas. “No início do mês chovia muito, mas eram chuvas dispersas, nunca atingiam uma área completa, o que não era conveniente para apostar os altos investimentos que a soja agrega”, disse.
O atraso, conforme aponta o pesquisador, atingiu não só o Cone Sul como também o Mato Grosso. “A região de Sapezal e Campos de Júlio estava bem seca nas últimas semanas e agora assim como em Vilhena e demais municípios já se normalizou”, garantiu.
Brogin ainda citou que em municípios como Cerejeiras e Corumbiara é normal o plantio atrasar um pouco, pois são áreas de solo mais firme e precisam de mais chuva para estarem aptos ao plantio. Muita chuva, como explicou o pesquisador também não é viável, pois as sementes quando são muito encharcadas tendem a não geminar corretamente.
Em outubro, o Correio de Notícias entrou em contato com a Embrapa e, de acordo com o pesquisador Vicente Godinho, a área plantada de soja em Vilhena corresponde a 41 mil hectares, o mesmo do ano passado, consolidando o município como maior produtor do Estado. Mas, de acordo com Godinho, este número pode sofrer uma retração devido à adesão de novas culturas, como o algodão que este ano ganhou mais interesse dos produtores.


Fonte : Folha de Rondônia


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